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Algumas regras

Viver a bordo pressupõe regras de convivência. Algumas poderão ser criadas e ou negociadas ao longo do cruzeiro, outras já estão definidas a priori, a partir de nossa experiência com inúmeras tripulações. A razão maior destas regras é a SEGURANÇA das pessoas e do material.

A opção de embarcar em um veleiro é altamente seletiva. As pessoas que o fazem são diferenciadas. O veleiro é o meio que nos permite conviver entre dois incríveis fluidos: o mar e o vento. Para estar "safo", ou seja, em condições de navegação, inúmeras tarefas de bordo precisam ser compartilhadas. Espírito de equipe é o sentimento que move a tripulação, à vontade, é a força interior em direção à transcendência.

Água doce é um bem escasso e seu uso deve ser racionado. Água salgada, desde que limpa, pode ser usada alternativamente, seja na cozinha, para lavar utensílios, como também no banho de convés (depois é só passar um pano úmido com água doce no corpo).

As refeições devem ser feitas preferencialmente no coletivo. Neste caso, a limpeza da cozinha deverá ser feita no sistema de rodízio. Caso alguém queira fazer uso individual de provisões, deverá oferecer à tripulação e providenciar a limpeza e a guarda dos utensílios, imediatamente após o uso.

Vindo de terra, sugerimos tirar os sapatos ao embarcar. Este procedimento é tradicional no mundo náutico para evitar a entrada de areia a bordo e possibilitar maior conforto à tripulação. Caso preferir usar calçados a bordo, recomendam-se antiderrapantes ou tênis com solas lavadas. Corpo molhado principalmente com água salgada, não deve entrar no interior da cabine, para evitar umidade, principalmente nos lugares onde se dorme. Quando embarcar com água salgada no corpo, é possível fazer uso de água doce, disponível no galão do convés.

A caixa de gelo tem capacidade para 80 litros e sustenta gelo até 4 dias (no verão) com 5 pessoas a bordo. Para tanto, alguns procedimentos devem ser executados.

Ao dar a partida no motor é recomendável verificar o nível do óleo lubrificante. Quando motorando, ficar atento para qualquer tipo de ruído estranho aos ouvidos. Rotineiramente é importante verificar o estado geral do motor, conferindo os coxins do motor, a junta elástica, a parte elétrica (conectores), as mangueiras e o mangote. Estes procedimentos são de responsabilidade do capitão.

O mastro do barco é sustentado por cabos de aço, ou estaiamento. São estais de proa e popa e brandais laterais. Ao caminhar pelo convés, procure não tencioná-los, puxando ou empurrando, quando buscar equilíbrio para o corpo. Use o estaiamento apenas como um leve apoio. Com velas içadas, o cuidado deve ser redobrado, pois o uso inapropriado do estaiamento pode provocar danos à mastreação.

Acertar o equilíbrio do barco numa velejada significa colocar nosso corpo entre o leme e o velame, e encontrar nosso eixo corporal. Cuide do seu corpo, respeite e escute o que ele está tentando lhe dizer.

Ao dar a partida no motor é recomendável verificar o nível do óleo lubrificante. Quando motorando, ficar atento para qualquer tipo de ruído estranho aos ouvidos. Rotineiramente é importante verificar o estado geral do motor, conferindo os coxins do motor, a junta elástica, a parte elétrica (conectores), as mangueiras e o mangote. Estes procedimentos são de responsabilidade do capitão.

Para levantar velas, o barco deve estar safo, ou seja, com todas as coisas em seus lugares, e isso é responsabilidade de todos.

Enfim marujada, tudo tem seu preço.

Sentir o vento bater em nossas faces e a água passando pelas entranhas, pode ser um extremo prazer.

Bem vindos a bordo! Viva a liberdade!


Dagoberto Guimarães Neto